Nevermind, um disco para eternidade.
Eu penso que o Nirvana foi uma das poucas bandas que me despertou aquela sensação de “nunca escutei nada assim antes”, só que no bom sentido, e penso que a maioria do que toca na linha principal da história, deve ter causado essa mesma sensação em muita gente. Em termos de influencia comportamental, acho bem difícil comparar.
Naquele tempo, na minha estante estavam algumas dezenas de CD's, hoje o cara pode "descobrir" centenas de bandas por mês se for curioso, e descartá-las no mês seguinte por outras. O que quero dizer, é que as influências estavam de certa forma limitadas a um universo muito menor, e talvez ganhassem força por isso. Com certeza deve ter muito moleque a la Kurt Cobain por aí, mas esses mesmos moleques tem milhões de outras coisas a disposição dos ouvidos, o tempo todo, e de graça. Um universo maior, com múltiplas e convergentes influências. A nostalgia tem capacidade de moldar o nosso passado dando um toque romântico nas lembranças, e isso ajuda muito em momentos de grandes homenagens como agora. Há quem diga que foi o melhor disco da história, a banda mais importante do final do século e que o Kurt foi uma espécie de John Lennon atualizado pela mídia, que caiu como uma luva na tela da MTV. Só posso dizer que não é difícil concordar com tudo isso.
Bom, não vou dar uma de fã xiita, ainda mais porque ninguém tem a obrigação de gostar de uma banda (exceto Beatles e Ramones!), mas com certeza, o Nevermind é o último disco revolucionário do rock...
... E Territorial Pissings é uma das músicas mais perfeitas que existem.
André Mont'Alverne
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